{"id":24684,"date":"2021-09-02T09:40:42","date_gmt":"2021-09-02T12:40:42","guid":{"rendered":"https:\/\/redclade.org\/?post_type=noticias&#038;p=24684"},"modified":"2021-09-13T12:19:37","modified_gmt":"2021-09-13T15:19:37","slug":"educar-para-transformar-o-mundo","status":"publish","type":"noticias","link":"https:\/\/old.redclade.org\/pt-br\/noticias\/educar-para-transformar-o-mundo\/","title":{"rendered":"Educar para transformar o mundo: uma conversa com a professora S\u00edlvia Ester Orr\u00fa"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Escritora do e-book \u2018\u2019<a href=\"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/educar-para-transformar-o-mundo-2272859\">Educar para transformar o mundo &#8211; inova\u00e7\u00e3o e diferen\u00e7a para uma educa\u00e7\u00e3o de todos e para todos<\/a>\u2019\u2019, S\u00edlvia Ester Orr\u00fa conversou com a CLADE sobre o tema.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em entrevista, a professora destaca que uma educa\u00e7\u00e3o transformadora deve inspirar e expirar a diferen\u00e7a e as liberdades de ser e estar no mundo. Al\u00e9m disso, deve inspirar com o mundo e com os outros como valores humanos fundamentais e inegoci\u00e1veis. E, dentro disso, compreender a diferen\u00e7a como um atributo, uma qualidade pr\u00f3pria da esp\u00e9cie humana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cUma educa\u00e7\u00e3o preenchida de amorosidade e respeito a todas as pessoas, sem discrimina\u00e7\u00e3o por ra\u00e7a, cor, etnia, cren\u00e7a, g\u00eanero, sexo, condi\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f4mica ou singularidades que constituem o corpo f\u00edsico ou ps\u00edquico das pessoas\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_24750\" aria-describedby=\"caption-attachment-24750\" style=\"width: 199px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-24750\" src=\"https:\/\/redclade.org\/wp-content\/uploads\/WhatsApp-Image-2021-09-02-at-4.13.21-PM.jpeg\" alt=\"Educar para transformar o mundo\" width=\"199\" height=\"253\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-24750\" class=\"wp-caption-text\">S\u00edlvia prop\u00f4s a publica\u00e7\u00e3o junto aos colegas de profiss\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<h4><b>Brasil, Chile, Espanha, It\u00e1lia e Portugal: um s\u00f3 compromisso<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A brasileira conta que, como pesquisadora na \u00e1rea dos direitos humanos e da educa\u00e7\u00e3o inclusiva, sempre se muniu de leituras do contexto nacional e internacional sobre a tem\u00e1tica. Isso inclui metodologias inovadoras sobre uma aprendizagem mais prazerosa e focadas no princ\u00edpio democr\u00e1tico. Foi ent\u00e3o que decidiu conversar com os colegas dos demais pa\u00edses e propor a publica\u00e7\u00e3o deste material.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na \u00e9poca, recorda, ela contava com recursos do CNPq, ainda concedido no governo Dilma Rousseff. Assim, as tem\u00e1ticas dos cap\u00edtulos do livro mencionado acompanham seus estudos e pesquisas. Orienta\u00e7\u00f5es de trabalhos acad\u00eamicos na gradua\u00e7\u00e3o, no mestrado e no doutorado tamb\u00e9m fazem parte. Colegas de S\u00edlvia, tamb\u00e9m autores de cap\u00edtulos do livro, s\u00e3o grandes e renomados estudiosos sobre o assunto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO que nos une e nos move \u00e9 o compromisso e a inquietude de querermos transformar o mundo pela educa\u00e7\u00e3o libertadora, tal como nos dizia o querido Paulo Freire, patrono da educa\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para S\u00edlvia, \u00e9 imposs\u00edvel oferecer uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva, libert\u00e1ria e democr\u00e1tica onde o aprendiz n\u00e3o tem liberdade de se expressar e de focar aquilo que mais lhe interessa.<\/span><\/p>\n<h4><b>A educa\u00e7\u00e3o transformadora deve ser essencialmente inclusiva<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA educa\u00e7\u00e3o que transforma o mundo em um lugar melhor para se viver se constitui na coexist\u00eancia da diferen\u00e7a e da liberdade como princ\u00edpios alicer\u00e7antes de todo seu projeto de a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica\u201d, diz S\u00edlvia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ela, sem liberdade e sem respeito \u00e0s diferen\u00e7as, n\u00e3o h\u00e1 inclus\u00e3o na escola, na universidade, muito menos na sociedade. Nossa sociedade tem como sua fundamental, o sistema do patriarcado e do capitalismo. Ambos aniquilam a leg\u00edtima identidade, sua multiplicidade e pluralidade. \u201cEles destro\u00e7am as pessoas que n\u00e3o se encaixam no padr\u00e3o social mais cultuado. Ser branco, macho, h\u00e9tero, adulto \u00e9 tido como se fosse o normal\u201d, enfatiza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses sistemas aumentam as desigualdades sociais e alargam o abismo do distanciamento social. Aqueles que n\u00e3o d\u00e3o conta de superar todas as barreiras impostas s\u00e3o empurrados \u00e0 margem. S\u00edlvia Orr\u00fa analisa que essas pessoas se tornam indesej\u00e1veis e invis\u00edveis da sociedade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSomente a \u00edntima rela\u00e7\u00e3o entre diferen\u00e7a e liberdade de ser e estar no mundo, entre democracia e inclus\u00e3o, pode, pela educa\u00e7\u00e3o como a\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria, desconstruir e destruir essa cultura terr\u00edvel de oprimir e excluir as pessoas por suas diferen\u00e7as. E essa transforma\u00e7\u00e3o social vem e sempre vir\u00e1 pela educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. S\u00f3 assim poder\u00e3o ser adultos melhores do que foram seus antepassados. O porvir no agora e no amanh\u00e3, tem que ser melhor!\u201d, destaca.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><b><a href=\"https:\/\/blogue.rbe.mec.pt\/educar-para-transformar-o-mundo-2272859\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-24685 alignleft\" src=\"https:\/\/redclade.org\/wp-content\/uploads\/Livro-educar-para-transformar-o-mundo-silvia-orru.png\" alt=\"\" width=\"243\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/old.redclade.org\/wp-content\/uploads\/Livro-educar-para-transformar-o-mundo-silvia-orru.png 313w, https:\/\/old.redclade.org\/wp-content\/uploads\/Livro-educar-para-transformar-o-mundo-silvia-orru-208x300.png 208w\" sizes=\"(max-width: 243px) 100vw, 243px\" \/><\/a>Educar para transformar o mundo: o<\/b><b> acolhimento da diversidade nas escolas\u00a0<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A professora\u00a0 pontua que n\u00e3o basta apenas o discurso de que precisamos respeitar todas as pessoas. Nas fam\u00edlias, nas escolas, nas universidades, nas igrejas, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, n\u00f3s precisamos viver o respeito ao outro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso, explica, o acolhimento \u00e0 diversidade e \u00e0 diferen\u00e7a\u00a0 permite que n\u00f3s aprendamos a conviver com as singularidades, pluralidades e multiplicidades de cada um. Crian\u00e7as educadas para respeitar e aceitar as diferen\u00e7as humanas n\u00e3o se veem na posi\u00e7\u00e3o de tolerar a diferen\u00e7a, como se fosse algo decidido por elas, desdobra a autora. \u201cElas entendem que n\u00e3o \u00e9 o outro que \u00e9 diferente de si, mas todos somos diferentes uns dos outros.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00edlvia Orr\u00fa tamb\u00e9m destaca o desafio de formar docentes de modo a impulsionar e preparar essas e esses profissionais\u00a0 para a oferta de uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva e transformadora, numa sociedade t\u00e3o excludente.<\/span><\/p>\n<h4>\u00c9 preciso repensar os m\u00e9todos conservadores e tradicionais de ensino<\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00f3s, professores de universidades, somos nascidos no s\u00e9culo XX e tamb\u00e9m formados e treinados com estes m\u00e9todos. Como promovermos uma educa\u00e7\u00e3o transformadora se ainda nos apegamos aos mesmos m\u00e9todos?&#8221;, argumenta. Fundamentos como a memoriza\u00e7\u00e3o, repeti\u00e7\u00e3o e fixa\u00e7\u00e3o de conte\u00fados fragmentados, ficam sem sentido para os aprendizes da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitos professores que trabalham em cursos de licenciatura permanecem perpetuando esse m\u00e9todo. \u201cO futuro professor \u00e9 moldado, da escola \u00e0 gradua\u00e7\u00e3o, desse jeito. Quando chega na escola para lecionar, mesmo tendo tido disciplinas sobre educa\u00e7\u00e3o inclusiva e direitos humanos na faculdade, se perde. N\u00e3o sabe como fazer para mudar esse sistema que \u00e9 essencialmente excludente\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso ela acredita que submeter as crian\u00e7as ao que chamou de \u201c\u2019brutal roubo de suas inf\u00e2ncias\u201d pelas horas de dep\u00f3sito de conte\u00fados no banco da escola \u00e9 seguir na contram\u00e3o. \u201cElas s\u00e3o submetidas a decorebas em casa para dar conta dos processos inflex\u00edveis de avalia\u00e7\u00e3o onde o \u00eaxtase \u00e9 o alto rendimento \u201d, finaliza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a forma\u00e7\u00e3o de profissionais com uma base inclusiva, analisa, \u00e9 preciso que as universidades compreendam tamb\u00e9m sua necessidade de mudar. \u201c\u00c9 preciso partir da diferen\u00e7a e rever m\u00e9todos de compartilhar saberes. Modos de avaliar o processo de aprendizagem de seus alunos que ser\u00e3o os futuros professores precisam mudar. Essas liberdades de ser e estar no mundo como valores humanos sustentam essa profissionaliza\u00e7\u00e3o docente que transformar\u00e1 nossa sociedade em um lugar melhor para todos.\u201d<\/span><\/p>\n<h4><b>As afetividades e a arte e a cultura a partir da educa\u00e7\u00e3o e na educa\u00e7\u00e3o<\/b><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A nossa cultura n\u00e3o deve se resumir a formar crian\u00e7as para serem profissionais bem sucedidas\/os no futuro. Form\u00e1-las para \u2018\u2019se dar bem na vida\u2019\u2019 e ignorar os sem-n\u00famero de pessoas que n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 comida, \u00e0 \u00e1gua, \u00e0 moradia, a sal\u00e1rio decente, \u00e0 vida digna.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma cultura controladora e perpetuadora de horrores contra a humanidade precisa ser desconstru\u00edda. Ao mesmo tempo devemos construir uma cultura intercultural. A autora refor\u00e7a que a diferen\u00e7a deve ser a base para uma outra vida em sociedade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para isso, a afetividade e a arte s\u00e3o plenamente necess\u00e1rias, sendo for\u00e7as motrizes para alimentar estes processos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a professora, \u00e9 urgente e emergente educar a partir da arte e com afeto amoroso que acolha todos os aprendizes a partir de suas pr\u00f3prias realidades e respeitando suas diferen\u00e7as, sua cultura. \u201cOportunizar o contato com a arte e fazer arte, reinventar o novo a partir de sua realidade, de sua cultura tecida desde o nascimento, \u00e9 experiment\u00e1-la inundada pelos afetos que nos constituem, que nos movem e por tantos outros afetos daqueles com quem convivemos, que nos afetam\u201d, argumenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Educar na interculturalidade, a partir da pr\u00f3pria realidade vivida, conhecendo e fazendo arte, \u00e9 afetar e ser afetado o tempo todo. Ela destaca que reconhecer a arte que nos constitui e que constitu\u00edmos tamb\u00e9m exige de n\u00f3s o respeito \u00e0s diferentes culturas. Al\u00e9m do entendimento sobre os processos de luta, resist\u00eancia e reexist\u00eancia \u00e0s muitas tentativas de silenciamento, controle e supress\u00e3o das diferentes vozes sociais pelos \u00edcones e defensores de pr\u00e1ticas, perversamente, fascistas em nossa contemporaneidade.<\/span><\/p>\n<h4>&#8220;Assembleias como m\u00e9todo pedag\u00f3gico: educar para viver a democracia e transformar o mundo&#8221;<\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O artigo de S\u00edlvia no livro destaca a import\u00e2ncia de educar para a democracia e para a cidadania, e como oferecer essa forma\u00e7\u00e3o no sistema educacional de hoje. Ela conta que sua pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o se deu nessa sociedade e educa\u00e7\u00e3o embasadas nos princ\u00edpios do patriarcado e do capitalismo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cComo as mulheres de modo geral, tamb\u00e9m fui educada para obedecer \u00e0s normas sociais que nos educam para sermos boas donas de casas, submissas aos maridos, para que ou\u00e7amos primeiro os homens, para que compitamos entre n\u00f3s, para que nos conformemos com emprego e sal\u00e1rio mi\u00fado, para que ocultemos o que nos d\u00e1 prazer, para que vejamos nossos corpos como promotor de pecados, para aguentar as dores de parto sem reclamar, para que trabalhemos sem pensar nos porqu\u00eas das crises. Para que, entre o menos mal e o pior, aceitemos o mal menor. Pra que silenciem para evitar conflitos e a\u00ed vai&#8230; \u00c9 muito dif\u00edcil sair desse ciclo de ordenamentos e destinos sociais depois de adultas\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEducar na e para a cidadania \u00e9 promover a educa\u00e7\u00e3o como a\u00e7\u00e3o libertadora. As assembleias como m\u00e9todo pedag\u00f3gico possibilitam experimentar e ser preparado para viver a cidadania dentro dos valores da democracia. O seu sentido n\u00e3o diz respeito \u00e0 maioria decidir por algo que tire da minoria a oportunidade de uma vida digna\u201d, defende.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para S\u00edlvia, se as crian\u00e7as tiverem a oportunidade de protagonizar suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias e ressignificarem os significados j\u00e1 postos na sociedade, suas vidas podem ter rumos diferentes. \u201cElas lutar\u00e3o por isso\u201d, diz. Para ela, deve-se educ\u00e1-los para se tornarem mulheres e homens livres e libert\u00e1rios. Assim, conhecer\u00e3o seus opressores e dar\u00e3o os bra\u00e7os para que o direito de ser quem s\u00e3o n\u00e3o sejam ultrajados por ningu\u00e9m.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre o contexto da pandemia COVID-19<\/span><\/h4>\n<h4><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00edlvia destaca<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> a percep\u00e7\u00e3o de que somos min\u00fasculas\/os diante da imensid\u00e3o da vida.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA natureza segue seu curso enquanto vemos nossa esp\u00e9cie sendo enterrada aos milhares, em quest\u00e3o de dias, pela a\u00e7\u00e3o de um microorganismo. O que fica evidente n\u00e3o \u00e9 o horror do v\u00edrus, mas o terror que \u00e9 o patriarcalismo e a selvageria do capitalismo que precede \u00e0 barb\u00e1rie\u201d, aponta, fazendo men\u00e7\u00e3o \u00e0s milhares de meninas e mulheres que est\u00e3o sofrendo ainda mais viol\u00eancia dom\u00e9stica e sexual por terem que viver enclausuradas, convivendo com seus agressores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAo mesmo tempo, tamb\u00e9m nos deparamos com a coragem e a solidariedade de outros milhares na luta pela sobreviv\u00eancia frente a essa situa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s mesmos, humanos gananciosos e insatisfeitos, nos colocamos. A Terra \u00e9 nossa Casa Comum, como nos diz Leonardo Boff\u201d, acrescenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para a professora, o grande questionamento \u00e9: que vida na Terra e legado social queremos deixar para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse sentido, S\u00edlvia insiste: s\u00f3 uma educa\u00e7\u00e3o amorosa, generosa, solid\u00e1ria, respeitadora das diferen\u00e7as, pode nos libertar de nossa compuls\u00e3o e gan\u00e2ncia de querer ter mais, para nos abrigarmos nas asas da liberdade de sermos mais humanos. \u201c\u00c9 essa a educa\u00e7\u00e3o que sempre transformar\u00e1 o mundo em um lugar melhor para todas as pessoas viverem\u201d, finaliza.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escritora do e-book \u2018\u2019Educar para transformar o mundo &#8211; inova\u00e7\u00e3o e diferen\u00e7a para uma educa\u00e7\u00e3o de todos e para todos\u2019\u2019, S\u00edlvia Ester Orr\u00fa conversou com a CLADE sobre o tema.\u00a0 Em entrevista, a professora destaca que uma educa\u00e7\u00e3o transformadora deve inspirar e expirar a diferen\u00e7a e as liberdades de ser e estar no mundo. 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